Inauguração do Museu do Oriente, em Lisboa,com a presença de SS. AA. RR. a 9 de maio de 2008

31-08-2010 00:09

Inauguração do Museu do Oriente, com a presença de SAR D. Duarte Pio

 

O Museu do Oriente, que abriu a 9 de Maio,às 10:00 ao público, já recebeu mais de dois mil visitantes no próprio dia da inauguração, indicou a Fundação Oriente, em comunicado.

Com entrada gratuita até domingo, o novo Museu, localizado na Doca de Alcântara, em Lisboa, pretende funcionar como um centro cultural e a sua programação incluirá cinema, música, dança e teatro, além das exposições relacionadas com a Ásia.


Espaço dedicado á divulgação do Oriente, do impacto que Portugal teve no planeta no tempo em que era uma superpotência. Primeira nação a iniciar o que hoje se denomina por globalização
"O nosso legado é o espírito dos portugueses antigos, os navegadores que inventaram a unidade do mundo e o nosso propósito é garantir a actualidade dessa visão extraordinária que continua a ser posta à prova todos os dias", Carlos Monjardino


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(9 de Maio de 2008)

visite o museu em navegação digital de 360 graus:
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O presidente da Fundação Oriente, Carlos Monjardino, apresentou o Museu do Oriente, hoje inaugurado em Lisboa, como "uma casa do Oriente" que albergue todas as formas de arte, seguindo o desígnio de aproximar as civilizações ocidentais e orientais.

"Queremos fazer do Museu uma casa do Oriente, aberta a todos, onde possam encontrar o seu lugar todas as manifestações de arte e de cultura, antigas e modernas, eruditas e populares", declarou Carlos Monjardino na cerimónia de inauguração do Museu

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SS. AA. RR. D. Duarte e D. Isabel


A sessão de abertura do Museu, que assinala os 20 anos da Fundação Oriente, contou com a presença de SAR D. Duarte Pio de Bragança, do Presidente da Republica, do primeiro-ministro, José Sócrates, do presidente da Assembleia da República, Jaime Gama, e dos ministros da Cultura, José António Pinto Ribeiro, da Presidência, Pedro Silva Pereira, dos Assuntos Parlamentares, Augusto Santos Silva, e da Defesa, Nuno Severiano Teixeira.

Segundo Monjardino, a vocação da Fundação Oriente, patente no novo Museu, "é, seguindo uma velha tradição portuguesa, construir vínculos entre as civilizações do Ocidente e do Oriente, que se tornaram indispensáveis para garantir um futuro de paz no século XXI".

"O nosso legado é o espírito dos portugueses antigos, os navegadores que inventaram a unidade do mundo e o nosso propósito é garantir a actualidade dessa visão extraordinária que continua a ser posta à prova todos os dias", sublinhou.

"O Museu do Oriente traduz esse desígnio: as suas colecções de arte portuguesa e asiática são a demonstração mais elevada dos encontros históricos entre o Ocidente e o Oriente", prosseguiu.

No mesmo sentido - acrescentou - "as colecções que reúnem as tradições culturais da Ásia inteira são a demonstração da sua riqueza, da sua pluralidade e do seu génio que queremos possa ser melhor conhecido em Portugal e na Europa".

Sublinhando que "a ideia do Museu do Oriente é parte integrante do programa da Fundação Oriente desde a sua criação, em 1988", Monjardino prestou homenagem aos ex-Presidentes da República Mário Soares e Jorge Sampaio, pela "visão clara com que, enquanto responsáveis, se empenharam na criação e na consolidação da Fundação".

Carlos Monjardino considerou "de extrema actualidade a abertura deste museu", já que "todos reconhecem hoje a realidade manifesta da ressurgência internacional da China e da Índia e a importância crucial das relações de Portugal e da Europa com a nova Ásia".

"A diplomacia e o desenvolvimento das relações económicas são essenciais mas têm de assentar, tal como no passado, nas artes, nas ciências e na cultura, que podem representar formas duradouras de convergência entre as grandes civilizações", defendeu.

O Museu do Oriente, que tem como directora Natália Correia Guedes, vai funcionar como um centro cultural e terá uma programação que inclui cinema, música, dança, teatro, além das exposições voltadas para a Ásia.

Instalado junto ao Tejo, num edifício construído nos anos 40 para receber os Armazéns Frigoríficos do Porto de Lisboa e agora totalmente recuperado, este projecto da Fundação Oriente vai ocupar uma área de 15.500 metros quadrados, com seis pisos à superfície e uma cave.
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Museu do Oriente: Mais de dois mil visitantes no primeiro dia

Instalado junto ao Rio Tejo, num edifício construído nos anos 40 para receber os Armazéns Frigoríficos do Porto de Lisboa e agora totalmente recuperado, este projecto da Fundação Oriente ocupa uma área de 15.500 metros quadrados, com seis pisos à superfície e uma cave.

O Museu, que tem como directora Natália Correia Guedes, apresenta duas exposições de carácter mais longo - «Presença Portuguesa na Ásia» e «Deuses da Ásia» - e uma exposição temporária, intitulada «Máscaras da Ásia».

A primeira exposição tem 1.400 peças alusivas à presença portuguesa no Oriente (essencialmente obras adquiridas pela Fundação ao longo de 20 anos) e a exposição «Deuses na Ásia» reúne 650 peças da colecção Kwok On (instrumentos musicais, marionetas, pinturas, porcelanas e lanternas, por exemplo).

A colecção Kwok On é constituída por mais de 13 mil peças de arte popular de toda a Ásia, que serão expostas em ciclos.

Na galeria de exposições temporárias ficará durante seis meses a mostra «Máscaras da Ásia», composta por mais de 200 máscaras da Índia, Sri Lanka, Tailândia, China, Coreia e Japão.

Nos primeiros dias, o Museu do Oriente vai apresentar uma peça musical desenvolvida pelo pianista Mário Laginha, que convidou alguns instrumentistas orientais (do Vietname, da Índia e do Japão) para o acompanharem.

Música e danças tradicionais de Goa, música chinesa em instrumentos ocidentais e um espectáculo de marionetas fazem também parte do programa inaugural.

Uma parte do Monstra - Festival de Animação de Lisboa vai decorrer nas instalações do museu de sábado a 18 de Maio.

Hoje e sábado, é apresentada uma retrospectiva do japonês Osamu Tezuka, constando ainda do programa deste festival um ciclo dedicado ao Oriente por cineastas do Ocidente.

No início de Junho, o Museu apresentará um espectáculo de teatro e outro de dança, ambos integrados no Alkantara Festival.

O novo equipamento cultural tem também actividades lúdicas e pedagógicas, a cargo do Serviço Educativo, entre as quais se incluem visitas guiadas gerais e temáticas.

A partir de segunda-feira, o preço normal de entrada será de quatro euros mas há descontos para jovens e idosos, e há também bilhetes mais baratos para grupos e para famílias.

O Museu está aberto das 10:00 às 18:00 mas à sexta-feira prolonga o seu funcionamento até às 22:00, sendo a entrada gratuita neste horário. Às terças-feiras encerra.

Fonte Lusa

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